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Sobre o Transtorno do jogo

O Transtorno do Jogo (ou jogo patológico, jogo compulsivo, vício em apostas) é um transtorno mental reconhecido pelos manuais diagnósticos internacionais (DSM-5 e CID-11). Ele afeta a capacidade da pessoa de controlar o comportamento relacionado a jogos de azar, como apostas esportivas, cassinos online, caça-níqueis, bingo, poker e outros formatos. Não é falta de força de vontade — é uma condição que exige tratamento especializado.

O principal critério é perda de controle.
Outros sinais incluem:
• apostar mais dinheiro do que pode
• mentir sobre quanto joga
• tentar parar sem conseguir
• perseguir perdas (apostar para recuperar o dinheiro perdido)
• problemas financeiros, familiares, emocionais ou profissionais decorrentes do jogo
• irritação e ansiedade quando tenta parar

Sim. A facilidade de acesso, o design altamente estimulante e a dinâmica de ganhos rápidos tornam as bets e cassinos online especialmente propícios ao desenvolvimento do transtorno.

Sim. Embora tenha componentes de habilidade, poker envolve risco financeiro, reforço intermitente e emoção constante — todos fatores que podem levar ao desenvolvimento de comportamento compulsivo.

Porque o cérebro ainda está em formação, especialmente as áreas responsáveis por autocontrole e tomada de decisão. Além disso, a publicidade agressiva das bets, a cultura digital e a pressão social contribuem para acelerar o processo.

Não existe uma “cura” definitiva, mas existe tratamento eficaz. Com acompanhamento psicológico (TCC), estratégias adequadas e, em alguns casos, apoio psiquiátrico, é possível recuperar o controle e reconstruir a vida.

Sim. É muito comum que apareçam ansiedade, depressão, irritabilidade, impulsividade e até pensamentos suicidas em casos graves. O jogo compulsivo desorganiza toda a vida emocional e financeira.

Sim. A síndrome de abstinência do jogo existe, com sintomas como:
• inquietação
• irritabilidade
• ansiedade
• compulsão mental
• insônia
• vontade intensa de apostar

Isso não é sinal de fraqueza — é parte do transtorno.

O recomendado é não confrontar bruscamente e não ameaçar.
O melhor caminho é acolher, orientar e incentivar que procure ajuda profissional.
Quando a pessoa não reconhece o problema, nossa modalidade Intervenção Psicológica pode ajudar familiares a agir de forma segura e estruturada.

JA (Jogadores Anônimos) é muito útil como apoio entre pares. Ou seja, jogadores ajudando jogadores, e é um ótimo caminho de apoio.
Mas não substitui o tratamento profissional — que é útil para compreender o transtorno, tratar emoções e criar estratégias clínicas de controle.

Sobre os Atendimentos

Todas as modalidades são online, por chamada de vídeo.
Isso facilita o acesso e mantém o tratamento contínuo, inclusive em casos de recaída.

Qualquer pessoa afetada pelo jogo — o jogador, familiares, amigos, parceiros ou colegas.
É uma modalidade voltada ao esclarecimento e suporte inicial.

É o atendimento individual tradicional, com psicólogos que usam a TCC, com sessões semanais de 50 minutos.
Focado em:
• entender o comportamento de jogo
• desenvolver estratégias de controle
• reduzir recaídas
• acompanhar o progresso

Além do tratamento psicológico, há acompanhamento com um(a) psiquiatra que pode, quando necessário, prescrever medicação para controlar ansiedade, impulsividade, depressão ou sintomas associados ao transtorno.

É um protocolo estruturado para quando o paciente não reconhece o problema.
Envolve:
• duas sessões de planejamento com familiares
• uma intervenção conduzida ao vivo com o paciente
• encaminhamento imediato ao psicólogo para início do tratamento

É indicada quando o jogador não está pronto para parar, mas já percebe impactos negativos.
O foco é:
• reduzir prejuízos
• controlar impulsos
• identificar riscos
• reorganizar hábitos
• trabalhar a motivação
As sessões seguem o formato do tratamento psicológico (50 min/semana).

Não.
São exclusivamente voltados aos familiares e conviventes.
São encontros semanais online, com 4 a 8 pessoas, conduzidos por psicólogos.

Se você procura um grupo de apoio para jogadores, indicamos os Jogadores Anônimos.

Totalmente.
Todo atendimento psicológico e psiquiátrico segue sigilo profissional previsto em lei e nos códigos éticos das profissões.

Depende da gravidade e dos objetivos.
Em média, os tratamentos variam de alguns meses a mais de um ano.
Casos graves costumam precisar de acompanhamento mais longo.

Sim — especialmente na modalidade de Redução de Danos.
O importante é começar. O trabalho clínico ajuda a reduzir o jogo, reorganizar a vida e construir motivação para mudanças maiores.

Sim.
Adolescentes podem ser atendidos, com consentimento dos responsáveis.

Sim.
Às vezes uma pessoa começa na Redução de Danos e depois migra ao Tratamento Psicológico completo, ou inicia em Tratamento Psicológico e depois passa a ter acompanhamento psiquiátrico.
O tratamento é flexível e adaptado às necessidades.

Ajudamos jogadores compulsivos com o transtorno do jogo!

Rua Manuel da Nobrega, 354
Paraíso – São Paulo / SP
Cep: 04001-001

Transtorno do Jogo © 2026.

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